terça-feira, 30 de março de 2010

Patch Adams

Ontem conversando com um paciente, o Walter do 416, eu disse que eu tenho um Q de Patch Adams. Sim, sou extremamente apaixonada pelo trabalho que ele realizou e tem realizado durante esses anos.


No ano passado, em abril, assisti a uma apresentação dele no Club Homs, ali na Avenida Paulista. Primeiro o encontrei na porta de entrada, com o cabelo longo, com uma mecha azul, uma camisa pra lá de colorida e um tênis da Nike surrado à beça. Queria abraçá-lo, dar parabéns pelo trabalho, mas fiquei estática e ele passou ao meu lado.

Quando ele entrou no palco tive a mesma sensação de mágica. De mágica e de inveja, por ele saber levantar o astral e tratar as pessoas como ninguém, exemplo que é levado ao mundo inteiro.

Quem não se emocionou, no filme, quando Robin Williams, no papel de Patch, entra no quarto e começa a brincar com as crianças?


Ou quando ele finalmente consegue driblar um paciente em estado terminal?

Ou ainda quando ele realiza o sonho de uma senhora, de nadar em uma piscina cheia de macarrão?


É brilhante! E tenho muito dele. Não sou - e espero nunca ser - aquele tipo de profissional que não se envolve com os pacientes, nem de longe! Gosto deles, adoto alguns, me preocupo de verdade com eles: dentro e fora do meu plantão. E o que recebo em troca, não tem preço. O feedback é sempre bastante positivo e isso já é um belo motivo para não desistir nunca e não dar bola àqueles que dizem que eu não posso me envolver "senão não vai aguentar um mês". E estou há dois anos assim.

O filme original traz na capa "One man can make a difference", ou seja, um homem pode fazer a diferença, e eu acredito plenamente nisto.

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